Usos e benefícios da terapia anti-CD20+ na esclerose múltipla: uma mini revisão

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Guilherme Nobre Nogueira
Leonardo Elias Araujo dos Santos
Leonardo José Rodrigues de Araújo Melo
Bruno Henrique Alcantara Lopes de Sousa
Fabrício da Silva Freitas
Rafaela Fernandes Gonçalves
Maroan Soraia Santos Navas Ribeiro
Gustavo Rassier Isolan

Resumo

Introdução: EM é doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. Nessa condição, o sistema imunológico ataca a mielina, substância que reveste as fibras nervosas, causando danos à comunicação entre o cérebro e o corpo. Isso pode resultar em ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, dificuldades de coordenação, fadiga, distúrbios visuais, e até mesmo problemas cognitivos.


Objetivo: Descrever os avanços no tratamento de EM com anticorpos monoclonais anti-CD20+.


Método: Revisão integrativa utilizando como banco de dados Pubmed e ScienceDirect, utilizando os termos “Antigens CD20”, “Multiple Sclerosis” e “Antibodies Monoclonal”. Os critérios de inclusão dos artigos foram período de publicação de até 5 anos, idioma em inglês e texto disponibilizado gratuitamente.


Resultado: Com a descoberta da participação de linfócitos B em diversos estágios de EM, possibilitou-se o uso de tratamento farmacológico com a utilização de anticorpos monoclonais anti-CD20+. Por agirem de forma a depletar célula do sistema imune, efeitos adversos se mostraram frequentes, como reações de hipersensibilidade tipo II e aparecimento de infecções oportunistas.


Conclusão: Esta terapêutica se mostrou eficiente no tratamento de estágios iniciais, com redução da velocidade de progressão de sintomas incapacitantes nos pacientes.

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