Avaliação da aplicabilidade dos critérios de tóquio para pacientes com indicação de colecistectomia
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Resumo
Introdução: Colecistite aguda caracteriza-se pela inflamação aguda da vesícula biliar, geralmente decorrente da obstrução das vias biliares. Os principais sintomas incluem dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e febre. O diagnóstico é frequentemente baseado nos Critérios de Tóquio, que consideram indicadores clínicos, laboratoriais e de imagem.
Objetivo: Avaliar a sensibilidade, especificidade e acurácia dos Critérios de Tóquio de 2018 para o diagnóstico de colecistite aguda.
Método: Análise retrospectiva de 825 prontuários de pacientes submetidos à colecistectomia. Foram analisados sinais e sintomas na admissão, exames laboratoriais e de imagem, além do resultado anatomopatológico do espécime cirúrgico.
Resultado: O sintoma mais comum foi dor do quadrante superior direito. Leucocitose foi observada em 35,70% dos casos e elevação da proteína C reativa em 69,70%. Ultrassonografia foi o exame de imagem mais solicitado, com colelitíase como achado mais frequente. A análise anatomopatológica revelou 19,90% de casos agudos e 80,10% crônicos. Os Critérios de Tóquio de 2018 demonstraram sensibilidade de 77,40%, especificidade de 58,40% e acurácia de 66,10% para o diagnóstico de colecistite aguda.
Conclusão: Os Critérios de Tóquio de 2018 demonstraram utilidade no diagnóstico de colecistite aguda, com sensibilidade satisfatória. No entanto, a especificidade indica alguma imprecisão na exclusão de casos que não são de colecistite aguda. A acurácia global é aceitável para a classificação da presença ou ausência da condição.
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