Análise têmporo-espacial da mortalidade por Lupus Eritematoso Sistêmico no Brasil, entre 2011 e 2021

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Thelma Larocca Skare
Vitor Hugo Mariano
Davi Canteri Mendelski
Fernanda Ritt de Souza
Isadora Candotti Sperotto
Leonardo Moreira Dias
Pedro Canteri Mendelski
Tailla Cristina de Oliveira

Resumo

Introdução: LES apresenta epidemiologia global marcada por variações na prevalência que podem ser atribuídas a fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos. Afeta predominantemente mulheres em idade fértil. Estudos demonstraram que a prevalência dele é maior em populações negras e asiáticas, enquanto populações de etnia branca apresentam taxas menores.


Objetivo: Analisar a mortalidade por Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) no Brasil entre 2011 e 2021, levando em consideração sua distribuição têmporo-espacial.


Método: Desenvolveu-se sob o escopo epidemiológico descritivo e baseado em dados extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram analisadas variáveis como sexo, faixa etária, etnia, estado civil, escolaridade, local do óbito e residência. A tendência temporal foi avaliada por regressão joinpoint, e a distribuição espacial, por índices de Moran Global e local.


Resultados: Entre 2011 e 2021, foram registrados 11.195 óbitos por LES, dado este que representa taxa de mortalidade média de 0,49/100 mil habitantes, com a predominância de mulheres (89%) e maior incidência em indivíduos de 40-49 anos de idade (19,46%). As maiores taxas foram nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A análise demonstrou autocorrelação positiva e aglomerados significativos nas regiões mencionadas.


Conclusão: Existem disparidades regionais e estratégias específicas para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado são necessárias, especialmente nas regiões vulneráveis.

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