Vitiligo: descobertas em sua patogênese e novas terapias

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Carolina Silva Poiani
Gisele Moss Troiano
Inácio Skraba Silva
Johann Costa Migliorini
Maria Clara Messias Gomes
Rafaela Precoma Erdmann
Irlena Monica Wisniewska de Moura

Resumo

Introdução: Vitiligo é doença autoimune caracterizada pela perda progressiva de melanócitos no organismo, resultando em manchas cutâneas hipocrômicas e acrômicas. Apresenta-se em 0,4-2% da população mundial, é mais prevalente em mulheres e nos africanos, e menos em europeus e orientais.


Objetivo: Revisar os seus mecanismos e analisar principais hipóteses atribuídas à sua manifestação e tratamentos existentes.


Método: Revisão narrativa com busca de artigos publicados entre 2008 e 2023 no Pubmed, Researchgate, Google Acadêmico e SciELO.


Resultado: Foram selecionados 10 artigos com ênfase nas novas hipóteses fisiopatológicas e abordagens terapêuticas atuais.


Conclusão: Vitiligo é doença autoimune que envolve predisposição genética, estresse oxidativo e respostas imunológicas anômalas. Portanto, a complexidade dos mecanismos subjacentes à doença é desafio frente às estratégias terapêuticas. As terapias atuais visam interromper a progressão das lesões e promover a repigmentação conforme a manifestação clínica e localização das máculas.

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