Fisiopatologia da ansiedade relacionada ao uso de nicotina

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Izabela Cray da Costa
https://orcid.org/0009-0002-7509-7073
Luana Mattos Vasconcellos
https://orcid.org/0009-0004-4046-5467
Mariana Latronico Baena
https://orcid.org/0009-0007-8514-6867
Pietra Delgado Piluski
https://orcid.org/0009-0003-4861-6576
Jaciele Defaveri
https://orcid.org/0009-0003-5103-2838
Irlena Wisniewska de Moura
https://orcid.org/0000-0003-3881-8011

Resumo

Introdução: Embora a taxa de usuários de tabaco tenha reduzido nos últimos anos, as doenças relacionadas ao seu uso ainda são a principal causa de morte evitável. O tabagismo pode agravar ou desencadear sintomas de ansiedade na abstinência. Sua dependência apresenta alta comorbidade com distúrbios neuropsiquiátricos e transtornos de humor.


Objetivo: Relatar os efeitos da nicotina no sistema nervoso central, sua relação com a ansiedade e métodos de enfrentamento.


Método: Realizou-se revisão narrativa sobre a nicotina e a ansiedade nas bases PubMed, Google Acadêmico, Scielo e Capes Periódicos, usando os descritores “anxiety due to lack of nicotine”, “nicotine” e “anxiety”. Foram incluídos 19 artigos publicados entre 2000 e 2024.


Resultado: A nicotina liga-se a receptores nicotínicos de acetilcolina, liberando dopamina e causando dependência. Além disso, a exposição prolongada desregula o sistema hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando em hipersecreção de cortisol e alteração na resposta ao estresse. Com a manutenção do uso, podem ocorrer mudanças neuronais que tornam a nicotina ansiogênica. devido à grande gama de receptores nicotínicos e suas diferentes sensibilidades.


Conclusão: O tratamento deve incluir tanto a abordagem para a dependência de nicotina quanto a gestão dos sintomas de ansiedade. A nicotina modula neurotransmissores essenciais para o humor e ansiedade e sua abstinência, torna os usuários dependentes.

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