HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E REAVALIAÇÃO PÓS-ALTA

HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E REAVALIAÇÃO PÓS-ALTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55684/2024.82.e014

Palavras-chave:

Hérnia diafragmática congênita, Hipertensão pulmonar, Malformações do Aparelho Respiratório, Prognóstico

Resumo

Introdução: A hérnia diafragmática congênita representa malformação do diafragma, comunicando a cavidade abdominal e torácica ocasionando disfunções.

Objetivo: Traçar perfil epidemiológico dos pacientes e avaliar a condição clínica pós-alta em curto prazo.

Método: Trata-se de estudo retrospectivo observacional epidemiológico de prontuários médicos e de análise pós-alta hospitalar. A análise foi realizada com o auxílio do programa de computador SPSS v.22.0.

Resultados: Dos 39 pacientes analisados, 64,1% eram do sexo masculino, 68,2% a termo e média de peso de nascimento de 2807 g. Hérnia de Bochdalek esteve presente em 79,5%; 84,6% tinham hipertensão pulmonar e foram a óbito; e 71,8% possuíam malformações cardíacas. Na reavaliação, 27,3% apresentavam broncoespasmo, 3% com atraso na linguagem, 9% de aprendizagem, e 60% encontravam-se no percentil 50 da curva de peso e estatura da OMS.

Conclusão: HDC mostrou-se mais prevalente no sexo masculino, em recém-nascidos a termo, com peso adequado para idade gestacional, e com defeito à esquerda. Os que necessitaram drogas vasoativas, e os com hipertensão pulmonar tiveram piores desfechos. Quanto ao momento em que o procedimento cirúrgico foi realizado, a mortalidade não diferiu entre os grupos, mas os que foram oprados tiveram melhores desfechos. Na reavaliação pós-alta hospitalar, pôde-se inferir bom prognóstico em curto prazo.

Downloads

Publicado

12-05-2024

Edição

Seção

Artigo Original
Loading...