RELAÇÃO DO PROTOCOLO SURVIVING SEPSIS CAMPAIGN PEDIATRIC COM A TAXA DE MORTALIDADE EM CRIANÇAS INTERNADAS COM SEPSE
DOI:
https://doi.org/10.55684/2024.82.e015Palabras clave:
Sepse, Choque séptico, Pediatria, Protocolos Clínicos, Mortalidade infantilResumen
Introdução: Em termos globais, a sepse na infância é uma das causas mais significativas de mortalidade e morbidade. Diversas diretrizes vêm sendo publicadas, objetivando fornecer à equipe médica condutas baseadas em evidências para prover segurança, uniformizar atendimentos e permitir a redução de mortalidade de sepse na pediatria.
Objetivo: Relacionar a aplicação do protocolo Surviving Sepsis Campaign Pediatric com a taxa de mortalidade em pacientes diagnosticados com sepse em hospital pediátrico terciário.
Método: Estudo quantitativo, exploratório, descritivo, retrospectivo e transversal. Utilizou-se um instrumento de pesquisa para a coleta dos dados relacionados ao perfil sociodemográfico, sintomas iniciais, condutas e desfechos clínicos de pacientes com sepse entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020.
Resultados: Dos 225 pacientes atendidos, 18 (8%) faleceram. Não houve correlação entre tempo de início do antibiótico e mortalidade. Comorbidades hemato-oncológicas e a apresentação inicial de alterações neurológicas e de perfusão correlacionaram-se com óbitos.
Conclusão: Apesar do tempo de início da administração do antibiótico não ter se mostrado imprescindível para redução da taxa de mortalidade, alguns sintomas iniciais e a presença de comorbidades hemato-oncológicas são alertas para suspeita e diagnóstico precoce da sepse pediátrica.
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