BioSCIENCE
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<p><strong>BioSCIENCE</strong> é continuação do título <a href="https://bioscience.org.br/bioscience/index.php/ramp/index">Revista Médica do Paraná</a> que publica artigos revisados por pares em <strong>fluxo contínuo</strong>. É de interesse geral na área da saúde e dirigida para clínicos, cirurgiões e pesquisadores em ciências médicas e áreas correlatas, e biomédicas.</p>Associação Médica do Paranápt-BRBioSCIENCE2764-9342Análise imunoistoquímica do biomarcador Ciclina D1 nos carcinomas papilíferos de tireoide e bócios multinodulares
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/390
<p><strong>Racional</strong>: Os carcinomas papilíferos são os mais prevalentes e menos agressivos de tireoide (CPT). Em alguns casos, o diagnóstico é duvidoso e o prognóstico ruim. A busca de biomarcadores teciduais que permitam assegurar tanto o diagnóstico para casos indeterminados, quanto o prognóstico, identificando os casos de maior agressividade, têm sido estudadas nas últimas décadas.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Analisar a ciclina D1 nos CPT e nos bócios multinodulares (BMN) e verificar a correlação da marcação com as características clinicopatológicas.</p> <p><strong>Métodos</strong>: Foram selecionados 118 tecidos de pacientes adultos submetidos àa tireoidectomia por CPT e 40 BMN como grupo controle. Realizou-se imunocoloração tecidual com ciclina D1 com subsequente análise imunoistoquímica em ambos grupos, avaliando-se a expressão do marcador (intensidade e distribuição). No grupo dos CPT os dados da imunocoloração foram também cruzados com os dados clinicopatológicos.</p> <p><strong>Resultados</strong>: A maioria (93,3%) expressou a coloração da ciclina D1 com intensidades variadas (fraca, moderada e forte) e distribuição predominantemente difusa (71,2%). O grupo controle dos BMN, expressou coloração para ciclina D1 em 57,5%, com intensidade fraca (47,5%) e distribuição esparsa (37,5%). A diferença entre os grupos (estudo e controle) foi estatisticamente significante (p<0,001). No grupo dos CPT, os cruzamentos clinicopatológicos não evidenciaram diferenças quanto à idade, sexo, tipo e tamanho tumoral, estado linfonodal, focalidade e invasão angiolinfática.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: A ciclina D1 foi expressa na grande maioria dos CPT sendo a distribuição difusa predominante. Não houve correlação entre a expressão delacom qualquer característica clinicopatológica dos CPT.</p>Ivan José Paredes BartolomeiCarmen Australia Paredes Marcondes RibasMaria Augusta Karas ZellaAna Maria Waaga-GasserMartin GasserNicolau Gregori CzeczkoPaulo Afonso Nunes NassifJose Eduardo Ferreira MansoOrlando Jorge Martins Torres
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2024-01-252024-01-2582ee001e00110.55684/2024.82.e001Análise dos internamentos hospitalares de pacientes dialíticos durante a pandemia de COVID-19
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/370
<p style="font-weight: 400;">INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) é apontada como fator de risco para quadros graves da infecção por COVID-19 e está associada a piores desfechos clínicos e maior mortalidade. MÉTODO: Estudo observacional, descritivo, retrospectivo. Analisados prontuários dos pacientes dialíticos crônicos internados em isolamento respiratório num hospital de referência em nefrologia do sul do Brasil, entre 01 de maio de 2020 a 30 de abril de 2022. Analisados gênero, idade, comorbidades, modalidade dialítica, ambiente de internamento, necessidade de ventilação mecânica, desfechos e duração do internamento. Relacionados sintomas na admissão, quantos pacientes confirmaram COVID-19 e quais diagnósticos diferenciais se COVID-19 descartado. RESULTADOS: 91 pacientes internados (57,1% sexo masculino), média de 58±17 anos. A duração média do internamento foi de 7 dias. Hipertensão e diabetes foram as comorbidades mais frequentes (87,9% e 35,1% respectivamente). 89% dos pacientes realizavam hemodiálise (49,3% por FAV, 45,7% por cateter tunelizado). Dos 10 pacientes em diálise peritoneal, 40% necessitaram conversão para hemodiálise por falência de ultrafiltração. Entre os sintomas na admissão, 70,3% apresentaram dispneia, 42,8% apresentaram tosse e 33% febre. A infecção por COVID-19 foi confirmada em 47,2% dos pacientes (60,4% necessitaram UTI) e 37,2% foram a óbito. Entre aqueles com COVID-19 descartado, congestão pulmonar por hipervolemia foi o principal diagnóstico diferencial. DISCUSSÃO: A DRC dialítica (DRC-D) confere pior prognóstico à infecção por COVID-19 e tem alta prevalência em pacientes internados em UTI e naqueles com necessidade de ventilação mecânica. A DRC-D também está associada a alta mortalidade intra-hospitalar, corroborando os dados encontrados neste estudo. CONCLUSÕES: O estudo descreveu o agravo causado pela COVID-19 em pacientes dialíticos e a hipervolemia com congestão pulmonar foi importante diagnóstico diferencial.</p>Aline Grosskopf MonichAnaí Caroline Hamann GasperinJoão Luiz dos Santos CarneiroRafael Fernandes Romani
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2024-05-102024-05-1082ee011e01110.55684/2024.82.e011CARACTERÍSTICAS DE GESTANTES E PUÉRPERAS COM COVID-19, INTERNADAS EM UM HOSPITAL DE ENSINO DO PARANÁ
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/354
<p>A COVID-19 tem se mostrado mais agressiva em algumas populações de risco, entre elas as gestantes. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar as características demográficas e clínicas de gestantes e puérperas com COVID-19, conforme o grau de gravidade da doença, internadas em um hospital de ensino no Paraná, em 2021 e 2022. Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo, baseado em informações secundárias. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e obstétricos das participantes. Os resultados referem-se a 288 mulheres, dentre os quais 53 casos ocorreram em 2021 e 235 em 2022. A letalidade materna foi 0,7% no período. A forma grave da COVID-19 correspondeu a 4,2%, a moderada 4,5% e assintomáticos 91,3%. Dos casos registrados nesta pesquisa, 96% eram gestantes e 4% puérperas; 58% eram de Cascavel, 45% apresentaram alguma comorbidade e 76% estavam vacinadas. Foram observados partos prematuros (11,4%), óbitos fetais (1,1%), e morte materna (0,7%). A doença foi mais agressiva em 2021, quando a maioria dos casos não estava protegida com a vacina.</p>Phallcha ObregónLaura GrespanFabiana Severino Kupka
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2024-05-102024-05-1082ee012e01210.55684/2024.82.e012COMPARAÇÃO DA PCR E IL-6 COMO MARCADORES INFLAMATÓRIOS PÓS AMIGDALECTOMIA IMEDIATA
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/363
<p><strong>Racional: </strong><span style="font-weight: 400;">a tonsilectomia palatina é a remoção cirúrgica das amígdalas, procedimento extremamente comum. Como em qualquer cirurgia, o trauma induz resposta imune, endócrina e metabólica, com liberação de diversas citocinas, como a IL-6 e a PCR, refletindo o tamanho do trauma e outros fatores. Os níveis séricos de IL-6 e PCR podem ser úteis na avaliação de técnicas operatórias e estratégias terapêuticas. </span><strong>Objetivos: </strong><span style="font-weight: 400;">avaliar a variação laboratorial da IL-6 e PCR entre pré-operatório e pós-operatório imediato de tonsilectomias palatinas, com ou sem adenoidectomia. Há objetivo secundário de comparação entre grupos separados conforme indicação cirúrgica.</span><strong> Métodos: </strong><span style="font-weight: 400;">20 pacientes submetidos a tonsilectomias palatinas, com ou sem adenoidectomia, realizaram coletas séricas para dosagem de IL-6 e PCR na indução anestésica e logo antes da alta. O grupo I, com indicação inflamatória, teve 15 pacientes, enquanto o grupo II, com indicação obstrutiva, teve 5. As dosagens pré e pós-operatórias foram comparadas, bem como os níveis e variações entre os grupos. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">os níveis de PCR não sofreram alterações pela cirurgia, enquanto os níveis de IL-6 sofreram aumento considerável (p<0,001). A indicação cirúrgica de natureza inflamatória parece apresentar um impacto significativo nos níveis de PCR pré-operatória dos pacientes, que se mostrou mais elevada em comparação aos níveis dos pacientes sem indicação inflamatória. Por outro lado, o tipo de procedimento cirúrgico pareceu influenciar a variação dos níveis de IL-6 (p=0,03). </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">a IL-6 é mais sensível que a PCR para avaliar o processo inflamatório pós-cirúrgico de tonsilectomias palatinas, com ou sem adenoidectomia, nas primeiras 6 horas pós-cirúrgicas. Foi levantada a hipótese de que pacientes com indicações cirúrgicas inflamatórias tiveram níveis basais de PCR e IL-6 maiores, porém são necessários mais estudos para confirmação. A IL-6 também pareceu aumentar mais nos pacientes submetidos à tonsilectomias palatinas com adenoidectomia.</span></p>Paulo Eduardo Przysiezny Leonardo Gonçalves SpuldaroPedro Nicolau de SouzaDioggo Rogger Barreto Pereira PireasIsabela GilRogerio Hammerschmidt
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2024-05-102024-05-1082ee013e01310.55684/2024.82.e013HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E REAVALIAÇÃO PÓS-ALTA
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/342
<p><strong><em>Introdução</em></strong>: A hérnia diafragmática congênita representa malformação do diafragma, comunicando a cavidade abdominal e torácica ocasionando disfunções.</p> <p><strong><em>Objetivo</em></strong>: Traçar perfil epidemiológico dos pacientes e avaliar a condição clínica pós-alta em curto prazo.</p> <p><strong><em>Método</em></strong>: Trata-se de estudo retrospectivo observacional epidemiológico de prontuários médicos e de análise pós-alta hospitalar. A análise foi realizada com o auxílio do programa de computador SPSS v.22.0.</p> <p><strong><em>Resultados</em></strong>: Dos 39 pacientes analisados, 64,1% eram do sexo masculino, 68,2% a termo e média de peso de nascimento de 2807 g. Hérnia de Bochdalek esteve presente em 79,5%; 84,6% tinham hipertensão pulmonar e foram a óbito; e 71,8% possuíam malformações cardíacas. Na reavaliação, 27,3% apresentavam broncoespasmo, 3% com atraso na linguagem, 9% de aprendizagem, e 60% encontravam-se no percentil 50 da curva de peso e estatura da OMS.</p> <p><strong><em>Conclusão</em></strong>: HDC mostrou-se mais prevalente no sexo masculino, em recém-nascidos a termo, com peso adequado para idade gestacional, e com defeito à esquerda. Os que necessitaram drogas vasoativas, e os com hipertensão pulmonar tiveram piores desfechos. Quanto ao momento em que o procedimento cirúrgico foi realizado, a mortalidade não diferiu entre os grupos, mas os que foram oprados tiveram melhores desfechos. Na reavaliação pós-alta hospitalar, pôde-se inferir bom prognóstico em curto prazo.</p>Adriana Saito JasperAkira Barbosa HirotaAmanda Ginani AntunesChristiano Barbieri de Oliveira MartoniFernando Mateus Pinto NunesGabriela Nizer SellIsadora KlüberLucas Kazuo OgasawaraLucas Proner Pereira
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2024-05-122024-05-1282ee014e01410.55684/2024.82.e014RELAÇÃO DO PROTOCOLO SURVIVING SEPSIS CAMPAIGN PEDIATRIC COM A TAXA DE MORTALIDADE EM CRIANÇAS INTERNADAS COM SEPSE
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/324
<p><strong><em>Introdução</em></strong><strong>: </strong>Em termos globais, a sepse na infância é uma das causas mais significativas de mortalidade e morbidade. Diversas diretrizes vêm sendo publicadas, objetivando fornecer à equipe médica condutas baseadas em evidências para prover segurança, uniformizar atendimentos e permitir a redução de mortalidade de sepse na pediatria.</p> <p><strong><em>Objetivo</em></strong><em>:</em> Relacionar a aplicação do protocolo <em>Surviving Sepsis Campaign Pediatric</em> com a taxa de mortalidade em pacientes diagnosticados com sepse em hospital pediátrico terciário. </p> <p><strong><em>Método</em></strong><em>:</em> Estudo quantitativo, exploratório, descritivo, retrospectivo e transversal. Utilizou-se um instrumento de pesquisa para a coleta dos dados relacionados ao perfil sociodemográfico, sintomas iniciais, condutas e desfechos clínicos de pacientes com sepse entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020. </p> <p><strong><em>Resultados</em></strong><em>:</em> Dos 225 pacientes atendidos, 18 (8%) faleceram. Não houve correlação entre tempo de início do antibiótico e mortalidade. Comorbidades hemato-oncológicas e a apresentação inicial de alterações neurológicas e de perfusão correlacionaram-se com óbitos. </p> <p><strong><em>Conclus</em></strong><strong><em>ã</em></strong><strong><em>o</em></strong><em>:</em> Apesar do tempo de início da administração do antibiótico não ter se mostrado imprescindível para redução da taxa de mortalidade, alguns sintomas iniciais e a presença de comorbidades hemato-oncológicas são alertas para suspeita e diagnóstico precoce da sepse pediátrica. </p>Brendha Kupczyk da CruzRafaela Simoes Lourenco Correia Talita Milla Krizonowski Luiza Garcia Rafagnin
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2024-05-122024-05-1282ee015e01510.55684/2024.82.e015PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E HISTOPATOLÓGICO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À TIREOIDECTOMIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: ESTUDO RETROSPECTIVO DE 11 ANOS
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/308
<p><strong><em>Introdução</em></strong>: Dados americanos trazem que cerca de 30% das tireoidectomias são realizadas por diagnóstico de câncer. Com relação ao cenário brasileiro, são escassas as informações referentes ao perfil dos pacientes tireoidectomizados.</p> <p><strong><em>Objetivos</em></strong>: Realizar levantamento epidemiológico e catalogar o diagnóstico histopatológico dos pacientes submetidos a tireoidectomias em 11 anos.</p> <p><strong><em>Métodos</em></strong>: Estudo observacional retrospectivo com coletas através do sistema de prontuários com as variáveis sexo, idade, abordagem cirúrgica, características das lesões e laudo anatomopatológico.</p> <p><strong><em>Resultados</em></strong>: Durante os 11 anos foram realizadas 298 tireoidectomias sendo 52,34% em pacientes com idade superior a 60 anos e 86,91% do sexo feminino. Ao classificar as doenças em carcinoma papilífero, carcinoma folicular, bócios, nódulo coloide, tireoidite linfocítica, adenoma e outros, constatou-se que destas, 22,27% classificaram-se como malignas, majoritariamente o carcinoma papilífero. A intervenção cirúrgica em 82% dos casos foi a tireoidectomia total. Carcinomas papilíferos foram o tipo histológico mais comum presente em 89,77%.</p> <p><strong><em>Conclusão</em></strong>: Os dados epidemiológicos principais encontrados nessa população foram: predomínio de mulheres; idade média geral acima de 60 anos em 53,34%; incidência de lesões malignas em 22,27%, tipo papilífero altamente predominante com metástases em 9,56%; tireoidectomia total em 82,88%; e nódulos em tamanho diversos, mas acima de 2 cm em 64,52%.</p>Samya Hamad MehannaJulia Costa LinharesBetina de Melo IlkiuGabriella Mara ArcieJosé Henrique Tercziany Vanzin
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2024-05-122024-05-1282ee016e01610.55684/2024.82.e016Tipo de parto como fator de risco para proctocolite alérgica no lactente
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/418
<p><strong>Introdução: </strong>A proctocolite alérgica (PCA) é um tipo de reação alérgica da mucosa do reto e do intestino grosso do lactente nos primeiros 6 meses de vida caracterizada por presença de muco e sangue vivo nas fezes, podendo ou não haver diarreia. A baixa diversidade da microbiota intestinal pode estar associada a doenças alérgicas. É possível que lactentes nascidos por parto cesariano apresentem maior probabilidade de problemas alérgicos.<strong> Objetivo: </strong>Avaliar as incidências de parto cesariano e parto vaginal em lactentes com suspeita de PCA, e comparar com as incidências na população geral<strong>.</strong> <strong>Método</strong><strong>: </strong>Estudo transversal prospectivo, em lactentes com suspeita de PCA atendidos em Curitiba, com análise do tipo de parto e comparação com as incidências de parto cesariano e vaginal na população geral de nascidos vivos em Curitiba. <strong>Resultados: </strong>O parto cesariano foi significativamente mais realizado no grupo de 116 lactentes com suspeita de PCA (87/116 - 75%) do que nos nascidos em Curitiba nos anos 2020 e 2021 (63% dos 57.694 partos) (p=0,0076) (OR=1,76 - IC95% 1,16 a 2,68). Em Curitiba a diferença na incidência de partos cesarianos é muito ampla entre o Sistema Único de Saúde (SUS), com 44,7% dos partos, e o Sistema Suplementar de Saúde, com 81,7% dos partos. A incidência de partos cesarianos permaneceu significativamente maior nos lactentes suspeitos de PCA mesmo após correção para a diferença de uso dos sistemas de saúde neste grupo em comparação com à população geral. <strong>Conclusão: </strong>A presente pesquisa encontrou resultados que sustentam a hipótese de que o parto cesáreo pode ser um dos fatores de risco para a PCA no lactente.</p>ARISTIDES SCHIER DA CRUZFABIO BARROS NUNESDAVID SUAREZ MANSORAFAEL DIB PossiediSAMUEL RABELLO
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2024-05-272024-05-2782ee017e01710.55684/2024.82.e017PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE EM USO DE ANTI-TNF-ALFA
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/411
<p><strong>Introdução</strong>: Portadores de artrite reumatoide (AR) têm risco aumentado para complicações sistêmicas, principalmente as cardíacas que são as maiores responsáveis por mortes nessa população. Neste trabalho analisou-se o perfil lipídico destes pacientes antes e depois da introdução de Anti-TNF-α. <strong>Métodos:</strong> Estudo retrospectivo de 93 pacientes usando anti-TNF-α. Coletaram-se dados epidemiológicos, clínicos, perfil lipídico, de atividade de doença, antes e seis meses após introdução do anti-TNF-α. <strong>Resultados:</strong> Estudaram-se 93 pacientes com idade média de 56,8 anos; a maioria eram mulheres. Análises do perfil lipídico antes e depois da introdução do Anti TNF-α não mostraram diferenças. Alterações no DAS28-PCR e DAS28-VHS mostraram que estes medicamentos foram efetivos no controle da inflamação. <strong>Conclusão:</strong> Não foi possível demonstrar alterações no perfil lipídico após uso de anti TNF-α, apesar destes medicamentos terem sido efeitos no controle da doença.</p>Arthur Miguel Alves BenincaMarcelo Domingos SmiderleMarcos Henrique Heiderscheidt JasperPaulo Henrique StockerJose Eduardo Ferreira MansoOscar Capistrano dos SantosBarbara Stadler KahlowThelma Larocca Skare
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2024-05-272024-05-2782ee018e01810.55684/2024.82.e018CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA DE FAMÍLIAS DE PACIENTES COM FISSURAS LABIOPALATAIS NÃO-SINDRÔMICAS ATENDIDOS EM SERVIÇO ESPECIALIZADO NO SUL DO BRASIL
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/420
<p><strong>Introdução</strong>: Fissura de lábio e/ou palato (FL/P) é a anomalia craniofacial congênita mais comum, com etiologia multifatorial. A análise de casos em famílias multiplex - com mais de um familiar afetado, sem ser de 1º grau - pode levar a uma melhor delimitação de causas genéticas dessa anomalia, especialmente as causadas por variantes raras. <strong>Objeitvos: </strong>O objetivo deste trabalho foi identificar os tipos de fissuras labiopalatais mais prevalentes em pacientes atendidos em um serviço especializado , verificando a recorrência familiar de FL/P, além de presença de outras comorbidades presentes nessas famílias. <strong>Métodos</strong>: Estudo retrospectivo, transversal, de análise de prontuários. Foram selecionados prontuários de 50 pacientes com fissuras labiopalatais atendidos em um centro de referência especializado, em Curitiba (PR) e foram analisados os tipos de fissuras, histórico familiar, principalmente em familiares mais distantes e presença de outras comorbidades. <strong>Resultados</strong>: 60% dos pacientes eram portadores de fissura labiopalatal; 30% possuía apenas fissura labial e 8% de fissura apenas de palato. Das fissuras labiopalatais, 47,8% eram unilaterais à esquerda; 15,2% unilaterais à direita e 34,8% bilaterais. Em relação à localização, 32% das fissuras eram pré-forame incisivo; 8% pós-forame incisivo; 58% transforame incisivo. Quando o sexo dos indivíduos afetados, 44% eram do sexo masculino e 56% do feminino. Nos familiares, observou-se que 32 famílias apresentavam fissura labiopalatal em familiares de segundo e terceiro graus, caracterizando serem famílias multiplex. <strong>Conclusão</strong>: O perfil do paciente portador de fissura labiopalatal é sexo feminino, com fissura labiopalatal unilateral à esquerda e transforame incisivo. Nas famílias, observou-se que o tipo de fissura mais frequente de fissura que está se segregando também foi labiopalatal e que 64% dos indivíduos analisados possuem famílias multiplex.</p> <p> </p>Fernanda BündchenGuilherme Prestes da SilvaNaiara Bozza PegoraroMaria Regina Pinheiro de Andrade TissotSalmo RaskinLiya Regina Mikami
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2024-05-272024-05-2782ee019e01910.55684/2024.82.e019Anatomia radiológica do tórax na graduação médica: o que o médico generalista precisa saber
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<p><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Ra</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">cional</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">:</span> </span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">n</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> graduação médica, a metodologia tradicionalmente utilizada nas aulas de </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">natomia é a dissecção de cadáveres, </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">metodologia que possui diversas limitações logísticas, éticas e financeiras</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">. Nesse contexto, o uso de exames de imagem não só contribui para o ensino da anatomia humana</span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW12201151 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW12201151 BCX0">,</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> conhecimento fundamental para o profissional,</span> <span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">como facilita o entendimento da radiologia, posteriormente abordada </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">no decorrer do curso médico</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Além disso</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">, os exames de imagem representam uma das principais apresentações da anatomia na prática médica. </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Objetivos:</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> O presente estudo tem como objetivo elaborar uma proposta de </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">currículo essencial de anatomia radiológica do tórax</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">, que estabeleça quais são as estruturas fundamentais </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> serem identificadas em exames de imagem por médicos generalista</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">s,</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> e que assista o ensino da anatomia na graduação de medicina. </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">M</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">étodos</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">:</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> foi enviado um questionário a médicos professores e/ou preceptores do curso de medicina da PUCPR, em que eles deveriam avaliar a relevância de estruturas anatômicas torácicas no contexto da radiologia, em uma escala de </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW12201151 BCX0">Likert</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> de 4 pontos. O formulário foi estruturado em 4 seções a partir dos exames de imagem mais utilizados. As respostas do questionário foram inseridas em planilha na plataforma Excel</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">®</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> e analisados estatisticamente em relação ao grau de consenso, a partir do Índice </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">d</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">e </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW12201151 BCX0">Loe</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">. Foram incluídas no </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Core Curriculum</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> as estruturas consideradas recomendadas com alto e médio grau de consenso entre os especialistas. </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Resultados:</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> Participaram da pesquisa 26 médicos professores e preceptores do curso de medicina da PUCPR, de 15 especialidades médicas distintas. Ao término, o </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">c</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">ore </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">c</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">urriculum</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> proposto é composto por 43 das 94 estruturas inicialmente listadas. </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">Conclusão:</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> Atendendo ao objetivo, o resultado deste estudo é a elaboração de um </span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">c</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">ore </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">c</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">urriculum</span></span><span class="TextRun SCXW12201151 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> de </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">natomia </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">r</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">adiológica do </span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">t</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0">órax, composto por 43 estruturas relevantes para auxiliar os profissionais na avaliação de exames de radiografia e tomografia computadorizada.</span><span class="NormalTextRun SCXW12201151 BCX0"> </span></span><span class="EOP SCXW12201151 BCX0" data-ccp-props="{"134233279":true,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559731":0,"335559738":0,"335559739":0,"335559740":240}"> </span></p>Laura Galliano de BarrosEduardo Antônio Andrade dos SantosJoão Batista Rodrigues da LuzPatricia Carla Zanelatto Gonçalves
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2024-05-272024-05-2782ee020e02010.55684/2024.82.e020Como a Ciclina D1 se comporta como biomarcador nos carcinomas papilíferos de tireoide e bócios multinodulares?
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/395
<p><strong>Racional</strong>: Os carcinomas papilíferos são os mais prevalentes e menos agressivos de tireoide (CPT). Em alguns casos, o diagnóstico é duvidoso e o prognóstico ruim. A busca de biomarcadores teciduais que permitam assegurar tanto o diagnóstico para casos indeterminados, quanto o prognóstico, identificando os casos de maior agressividade, têm sido estudadas nas últimas décadas.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Revisar na literatura na busca da ciclina D1 como marcador dos carcinomas papilíferos de tireoide e nos bócios multinodulares, e avaliar se a expressão dela apresenta correlação com as características clínicopatológicas dos carcinomas papilíferos de tireoide.</p> <p><strong>Métodos</strong>: Revisão narrativa feita colhendo informações para leitura e análise a partir de pesquisa online em platoformas virtuais. Inicialmente foi realizada busca por descritores DECs relacionados ao tema, utilizando os seguintes termos: “carcinoma papilífero de tireoide, ciclina D1, imunoistoquímica, diagnóstico, prognóstico.” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo e os escolhidos foram lidos na íntegra.</p> <p><strong>Resultados</strong>: A busca incluiu 77 artigos que foram compilados nesta revisão.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: A ciclina D1 foi expressa na grande maioria dos CPT sendo a distribuição difusa predominante. Não houve correlação entre a expressão dela com qualquer característica clinicopatológica dos CPT</p>Ivan José Paredes BartolomeiCarmen Australia Paredes Marcondes RibasMaria Augusta Karas ZellaAna Maria Waaga-GasserMartin GasserNicolau Gregori CzeczkoPaulo Afonso Nunes NassifJose Eduardo Ferreira MansoOrlando Jorge Martins Torres
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2024-02-222024-02-2282ee002e00210.55684/2024.82.e002A telemedicina pode ser tão confiável quanto a medicina convencional quando usada no sistema único de saúde - SUS?
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/400
<p><strong>Introdução</strong>: A telemedicina quando aplicada à neurologia, possibilita melhor diagnóstico e condutas mais específicas e adequadas, bem como desfecho com grande diminuição de custos pela não necessidade de encaminhamentos desnecessários.</p> <p><strong>Objetivos</strong>: Apresentar a evolução tática e técnica da implantação da era da informação no atendimento à distância em neurologia, ou seja, a teleneurologia.</p> <p><strong>Método</strong>: Coleta de informações e dados existentes na legislação brasileira sobre o tema, em livrarias e editoras virtuais, e em plataformas virtuais buscada por descritores relacionados, os quais foram identificados por meio do DeCS utilizando os seguintes termos: “Encaminhamentos. Sistema Único de Saúde. SUS. Telemedicina. Teleneurologia” e seus equivalentes em inglês “Brazilian Unified Health System. SUS. Referrals. Telemedicine. Teleneurology” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo.</p> <p><strong>Resultados</strong>: A busca incluiu 58 artigos, que após análise do título, resumo e vista sua adequação foram lidos na íntegra por 2 dos autores.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: O potencial da teleneurologia é promissor, atuando na redução de custos de saúde, serviços de hospitalização e ampliação da comunicação multidisciplinar entre diferentes provedores, uma vez que pode incluir as consultas virtuais por meio de videoconferência, a transmissão de exames e imagens médicas, a monitorização de sinais vitais e outros dados clínicos dando aos profissionais de saúde oportunidade de avaliar e tratar os pacientes de maneira remota.</p> <p> </p>Rafaela Fernandes GonçalvesAllan Fernando GiovaniniGuilherme Batista do NascimentoGustavo Rassier IsolanMarcos SigwaltMatheus Toniolo MalafaiaJosé Fernando Polanski
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2024-02-222024-02-2282ee003e00310.55684/2024.82.e003Desempenho das diretrizes AGA, Fukuoka e Europeia nos incidentalomas mucinosos do pâncreas submetidos à ultrassonografia endoscópica com punção por agulha fina
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/396
<p><strong>Introdução</strong>: As lesões císticas pancreáticas são comuns e não são exclusivamente benignas. Existem 3 diretrizes que ajudam a indicar cirurgia no caso de haver algum fator de risco, sinal de malignidade ou acompanhar o paciente com exames de imagem.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Revisar e comparar o desempenho dessas diretrizes em neoplasias mucinosas identificados de forma incidental.</p> <p><strong>Método</strong>: A revisão da literatura foi feita colhendo informações publicadas em plataformas virtuais em português e inglês. O material para leitura e análise foi selecionado das plataformas SciELO, Google Scholar, Pubmed e Scopus. Inicialmente foi realizada busca por descritores “neoplasia cística mucinosa. neoplasias intraductais pancreáticas. ultrassonografia endoscópica. aspiração por agulha fina” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo. Após, considerando-se somente os que tinham maior relação ao tema, foi realizada a leitura da íntegra dos textos.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Foram incluídos 37 artigos.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: A Diretriz Europeia- DE-2018 mostrou-se mais precisa para ser utilizada em pacientes com neoplasia mucinosa assintomática após o diagnóstico obtido pela USE-PAF.</p>Débora Azeredo de Castro PachecoFernando Issamu TabushiJosé Celso ArdenghRonaldo Mafia CuencaRafael Dib PossiediJose Eduardo Ferreira Manso
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2024-02-222024-02-2282ee004e00410.55684/2024.82.e004O papel do forame clinocarotídeo na cirurgia de aneurismas da artéria oftálmica
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/397
<p><strong>Introdução</strong>: O processo clinoide anterior pode apresentar variações anatômicas entre os indivíduos, até mesmo com alterações no mesmo indivíduo (entre os lados), principalmente relacionado à formação de ponte óssea entre ele e o processo clinoide médio e o processo clinoide posterior. O reconhecimento do forame o clinocarotídeo é importante no tratamento de aneurismas do segmento oftálmico da artéria carótida interna, uma vez que a necessidade de realizar a clinoidectomia anterior pode proceder-se com lesão inadvertida das estruturas vasculares.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Revisar a incidência do forame clinocarotídeo e ponte óssea interclinoide na literatura atual.</p> <p><strong>Método</strong>: Revisão integrativa colhendo informações existentes em plataformas virtuais através dos descritores “aneurisma cerebral, base do crânio, artéria carótida interna, osso esfenoide” e “brain aneurysm, skull base, internal carotid artery, sphenoid bone” com busca AND ou OR.</p> <p><strong>Resultado</strong>: Incluiu-se o total de 25 artigos que foram lidos e resumidos para esta revisão.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: A presença de aneurismas na região paraclinoide/segmento oftálmico da artéria carótida interna tem maior incidência tanto do forame clinocarotídeo quanto da ponte óssea interclinoide.</p>Duarte Nuno Crispim CândidoJander Moreira MonteiroBernardo BarbosaJose Nazareno Pearce de Oliveira BritoRicardo Lopes de AraújoTimoteo Abrantes de Lacerda Almeida
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2024-02-222024-02-2282ee005e00510.55684/2024.82.e005A terapêutica endoscópica é segura e eficiente no tratamento de lesões localizadas no reto?
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/398
<p><strong>Introdução</strong>: O câncer colorretal está entre as neoplasias malignas mais comuns em todo mundo e as lesões pré-malignas que levam ao seu surgimento são os pólipos em seus variados tipos. Como forma minimamente invasiva a ressecção endoscópica desponta como método preferencial nas lesões focadas.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Efetuar revisão verificando se a terapêutica endoscópica é segura e eficiente no tratamento de lesões localizadas no reto.</p> <p><strong>Método</strong>: Revisão narrativa colhendo informações publicadas em plataformas virtuais (SciELO, Google Scholar, Pubmed e Scopus). Inicialmente foi realizada busca por descritores relacionados ao tema, os quais foram identificados por meio do DeCS/MeSH, a saber: “câncer colorretal, adenoma, mucosectomia, displasia, pólipo” e seus equivalentes em inglês “colorectal cancer, adenoma, mucosectomy, dysplasia, polyp” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo. Após, foram escolhidos somente os que tinham maior similitude, e realizada a leitura na íntegra dos trabalhos.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Foram avaliados 41 artigos.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: Com a evolução dos conceitos e com a melhora tecnológica, há possibilidade de diagnosticar cada vez maior lesões não-polipoides ou superficiais (superficialmente elevadas, planas ou deprimidas) e as lesões ou tumores de espraiamento ou crescimento lateral (LST, Laterally Spreading Tumor) que por definição apresentem diâmetro maior que 10 mm. A mucosectomia pode ser indicada para o tratamento minimanente invasivo ou prevenção nos casos ainda não avançados e que possam ser curados endoscopicamente.</p>Marcos Onofre FrugisPaulo Afonso Nunes NassifOrlando Jorge Martins TorresRonaldo Mafia CuencaJose Eduardo Ferreira MansoRafael Dib Possiedi
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2024-02-222024-02-2282ee006e00610.55684/2024.82.e006Gliomas da ínsula: revisão anatômica e sua correlação com a extensão da ressecção, morbidade e sobrevida
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/399
<p><strong>Introdução</strong>: A ínsula apresenta anatomia complexa. A escolha de corredores transsilviano ou transcortical para ressecção de gliomas insulares permanece controversa, e as principais preocupações são a lesão vascular durante a dissecção transilviana e o comprometimento funcional no acesso transcortical.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Revisar a anatomia da ínsula e comparar se há diferença entre a extensão da ressecção, a morbimortalidade pós-operatória e a sobrevida entre as 2 abordagens.</p> <p><strong>Método</strong>: Revisão feita colhendo informações publicadas em plataformas virtuais em português e inglês. Inicialmente foi realizada busca por descritores relacionados ao tema “gliomas da ínsula, mapeamento cerebral, acesso transsilviano, acesso transcortical, extensão da ressecção e técnica cirúrgica”, e seus equivalentes em inglês, com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo. Após, foram incluídos somente os que tinham maior relação ao tema, e realizada a leitura da íntegra dos textos. Finalmente foram referidos 87 artigos.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Não se evidenciou diferença entre as abordagens transsilviana e transcortical com relação à extensão da ressecção, morbidade pós-operatória e sobrevida.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: A discussão entre as diferentes escolas de tipos de abordagem é inócua, sendo mais ideológica, visto que refletem a rotina de diferentes grupos de neurocirurgiões e não é baseada em argumentos estatísticos.</p>Viviane Aline BuffonGustavo Rassier IsolanBernardo BarbosaJose Nazareno Pearce de Oliveira BritoRicardo Lopes de AraújoTimoteo Abrantes de Lacerda Almeida
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2024-02-222024-02-2282ee007e00710.55684/2024.82.e007Quanto há de doença celíaca na síndrome dispéptica?
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/402
<p><strong>Introdução</strong>: A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão e/ou contato com o glúten em indivíduos geneticamente predispostos. A síndrome dispéptica, por outro lado, é caracterizada por sintomas digestivos superiores crônicos. A relação entre estas duas condições é o foco principal deste estudo.</p> <p><strong>Objetivo</strong>: Investigar a prevalência da doença celíaca em pacientes com síndrome dispéptica com base da análise de características epidemiológicas, endoscopia digestiva alta, histologia duodenal e sorologia.</p> <p><strong>Método</strong>: Revisão narrativa feita com informações publicadas em plataformas virtuais em português e inglês, e analisada durante o período de janeiro de 2022 a novembro de 2023. O material para leitura e análise foi selecionado das plataformas SciELO – Scientific Electronic Library Online, Google Scholar, Pubmed e Scopus utilizando os seguintes termos: “dispepsia, doença celíaca, glúten, prevalência” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo. Após, foi realizada a leitura da íntegra dos textos incluindo 18 artigos.</p> <p><strong>Resultados</strong>: A idade média dos pacientes com dispepsia foi de 45,13 anos e o sexo feminino foi predominante. Os sintomas associados ao glúten foram relatados em 6%. O anticorpo antitransglutaminase foi positivo com prevalência estimada de 1,5%. Considerando a amostra brasileira de 100 pacientes, o diagnóstico de doença celíaca foi prevalente em 3%.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: Embora a prevalência de doença celíaca em pacientes dispépticos possa ser maior do que na população em geral, os resultados são variáveis e dependem de vários fatores, incluindo metodologias de teste e características regionais. Esta revisão também ressalta a importância de abordagem individualizada na investigação da doença celíaca em pacientes dispépticos, considerando aspectos como história familiar, sintomas relacionados ao glúten e comorbidades autoimunes.</p>Manoela Aguiar CruzNicolau Gregori CzeczkoLeticia Elizabeth Augustin Czeczko RutzRonaldo Mafia CuencaRafael Dib PossiediOrlando Jorge Martins Torres
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2024-02-272024-02-2782ee009e00910.55684/2024.82.e009Podem os anestésicos locais ajudar no processo cicatricial das feridas cirúrgicas?
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/403
<p><strong>Introdução</strong>: Avaliar as diferenças cicatriciais entre áreas previamente anestesiadas com diferentes anestésicos locais é interessante para verificar se a escolha do anestésico auxilia na cicatrização cirúrgica em relação à inflamação, neovascularização e deposição de colágeno.</p> <p><strong>Objetivos</strong>: Revisar a literatura existente com foco de análise sobre o papel dos anestésicos locais no auxílio da cicatrização de feridas cirúrgicas.</p> <p><strong>Método</strong>: Revisão narrativa da literatura selecionada das plataformas SciELO – Scientific Electronic Library Online, Google Scholar, Pubmed e Scopus. Inicialmente a revisão realizou a busca por palavras-chave no foco da pesquisa, com base no MESH/DeCS com os seguintes termos: “anestésicos locais, cicatrização, neovascularização, colágeno” com busca AND ou OR, considerando o título e/ou resumo. A seguir, foram incluídos somente os que tinham maior relação ao tema, e realizada a leitura dos textos para inclusão.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Foram incluídos, lidos e interpretados 73 artigos enfocando o papel dos anestésicos na cicatrização, dor, efeitos colaterais e os melhores que despontam na atualidade na analgesia e potencial cicatricial.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Não se observou diferenças entre anestésicos pesquisados quanto à cicatrização, inflamação e neovascularização. Contudo, verificou-se diferença significativa na produção de colágenos com intensidade de 6 a 12 vezes maior de colágenos tipos I, II e III com o uso da levobupivacaína.</p>Márcio Grande CarstensJurandir Marcondes Ribas-Filho Claudio Luciano Franck Nicolau Gregori CzeczkoMarcos Fabiano Sigwalt Ronaldo Mafia Cuenca Nelson Adami Andreollo Jose Eduardo Ferreira Manso Fernando Issamu Tabushi Matheus Toniolo Malafaia
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2024-02-272024-02-2782ee010e01010.55684/2024.82.e010Análise sistematizada de tomografia computadorizada de abdome: um protocolo para médicos emergencistas
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/357
<p><strong>Introdução:</strong> A tomografia computadorizada de abdome é uma importante modalidade de diagnóstico por imagem em emergências traumáticas e não traumáticas, sendo que algumas das situações necessitam de condutas imediatas. Por isso, a interpretação do exame é realizada, muitas vezes, por médicos não radiologistas, inexperientes e mais suscetíveis a equívocos durante a interpretação das imagens. <strong>Objetivos:</strong> Sistematizar a avaliação de tomografias abdominais por meio da criação de um protocolo para médicos emergencistas, garantindo a análise eficaz do exame solicitado e melhorando a tomada de decisão. <strong>Métodos:</strong> Este é um estudo descritivo narrativo, realizado após revisão bibliográfica das seguintes bases de dados: LILACS, SciELO, CAPES, PubMed e BIREME, sobre o diagnóstico tomográfico de emergências abdominais. Após a revisão, os autores propõem um protocolo próprio. <strong>Resultados:</strong> Identificadas as patologias traumáticas e não traumáticas que comumente acometem o abdome e as possíveis repercussões tomográficas, propôs-se uma sistematização para avaliação do exame, nomeada “Three essential CT findings in each diagnosis of abdominal emergencies”, que identifica as três principais alterações visualizadas na imagem tomográfica das patologias mais comuns de abdome em serviços de emergência. <strong>Conclusão: </strong>Por ser um método de fácil memorização, contemplar as principais patologias e orientar a análise do exame, o protocolo pode auxiliar na educação continuada de médicos emergencistas, não especialistas em radiologia, facilitar a tomada de decisões e resultar em melhores desfechos aos pacientes. Futuras pesquisas podem considerar a aplicação do protocolo como forma de avaliar sua eficácia e validá-lo como ferramenta.</p>Amanda Araújo MachadoEduardo Antônio Andrade Dos Santos
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2024-05-272024-05-2782ee021e02110.55684/2024.82.e021A neuroengenharia como interface para o desenvolvimento terapêutico
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/408
<p>Introdução: As células do sistema nervoso, principalmente os neurônios, comunicam-se através de neurotransmissores e trocas iônicas que geram correntes elétricas ao receberem um estímulo externo ou quando o próprio sistema transmite informações através de impulsos nervosos. Considerando o princípio de que essas informações podem ser capturadas, decodificadas e utilizadas por dispositivos para restaurar funções motoras e sensoriais, o campo da neuroengenharia avançou significativamente nos últimos anos. Por ser uma área de estudo multidisciplinar, seu desenvolvimento exige o alinhamento do conhecimento do funcionamento elétrico do sistema nervoso com a engenharia e os circuitos, a fim de otimizar as neuropróteses para serem cada vez mais eficientes, duráveis e seguras. <br />Objetivos: Mapear o estado da arte em neuroengenharia e suas nuances com base na literatura científica, e identificar os principais desenvolvimentos, desafios e oportunidades no futuro da área. <br />Métodos: Revisão de literatura sobre a combinação de engenharia e neurociência em aplicações terapêuticas. Os textos em inglês publicados entre 2012 e 2022, que atendessem aos critérios de inclusão pré-determinados, foram considerados/aceitos utilizando os seguintes termos para a pesquisa: “robotic prosthesis, neuroengineering, eletrofisiologia, movimento robótico, decodificação neural, engenharia do sistema nervoso, neurofisiologia, prótese neural e neuroanatomia”. <br />Resultados: A revisão demonstrou que existem abordagens terapêuticas estabelecidas baseadas na neuroengenharia, como a estimulação cerebral profunda para aliviar os sintomas de Parkinson. Porém, para algumas doenças neurodegenerativas e lesões do sistema nervoso, as neuropróteses com foco terapêutico ainda estão em fase experimental ou necessitam de ajustes para atender às demandas dos usuários e assim alcançar maior aceitação e precisão. <br />Conclusão: Apesar dos inúmeros desafios enfrentados nesta fase inicial de desenvolvimento da área, os avanços nas pesquisas já são observáveis devido à evolução tecnológica que permite a implementação de inteligência artificial, microeletrodos mais modernos e melhor compreensão do sistema e adaptação entre organismo e máquina.</p>Ilton Santos da SilvaBianca Nichele KUSMA Juliana Hetzel VALGINSKI Márcia Regina PINCERATI
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2024-05-272024-05-2782ee022e02210.55684/2024.82.e022ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS NO SISTEMA RESPIRATÓRIO EM DECORRÊNCIA DO USO DE CIGARRO ELETRÔNICO
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/427
<p><strong>RESUMO – <em>Introdução</em>: </strong>O cigarro eletrônico foi desenvolvido como uma alternativa para a substituição do cigarro convencional. Seu mecanismo de ação envolve a inalação de inúmeras substâncias que estão associadas a um potencial de citotoxicidade que levam a alterações histopatológicas no sistema respiratório. <strong><em>Objetivo</em>: </strong>Revisar produções científicas sobre as alterações histopatológicas no sistema respiratório induzidas pelas substâncias do CE. <strong><em>Métodos</em>: </strong>Revisão de literatura, com busca de artigos nas bases de dados PubMed, Scielo e Google Acadêmico entre Julho à Outubro 2023. A pesquisa foi realizada com 19 artigos de 2019 a 2023, utilizando os descritores: “histology”, “e-cigarettes” e “lung injuries”. <strong><em>Resultados</em>: </strong>O vaping contém propilenoglicol, glicerina vegetal, acetato de vitamina E e nicotina substâncias que causam danos no sistema respiratório. Estudos teciduais em diferentes colorações histológicas evidenciaram: exposição à infiltração de células inflamatórias, agregação de macrófagos, inflamação granulomatosa e hiperplasia significativa de células mucosas em grupos que obtiveram a substância propilenoglicol e acetato de vitamina E. Em relação a preparação citológica de lavagem broncoalveolar, foram encontradas células inflamatórias levando a pneumonia lipóide endógena. Outros exames revelaram um padrão de lesão pulmonar aguda - dano alveolar difuso e pneumonia aguda fibrinosa e em organização. Outra pesquisa notou que o acetato de vitamina E age no surfactante impedindo que esse mantenha a tensão superficial dos alvéolos pulmonares. Se tratando do uso da nicotina, a sua exposição causa apoptose, liberação de proteínas inflamatórias, ocasionando a infiltração de células inflamatórias da mucosa, submucosa e tecido glandular das vias respiratórias. <strong><em>Conclusão</em>: </strong>A literatura demonstra que o uso de cigarros eletrônicos se mostra inócuo ao organismo. As alterações relatadas vão desde a hiperplasia do epitélio respiratório, alterações inflamatórias, pneumonia lipoídica, pneumonia aguda e dano alveolar difuso, entre outros.</p> <p> </p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE </strong>- Histologia. Cigarro Eletrônico. Sistema Respiratório.</p>Bruno Henrique S. Moraes Vania BabinskiHelena S. Reis Pedro O. Maziero Luiz M. Collaço
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2024-05-272024-05-2782ee023e02310.55684/2024.82.e023Mindfulness e as suas aplicações na atenção primária em saúde: uma revisão sistemática
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/365
<p><strong>Introdução: </strong><em>Mindfulness</em>, definido como a tomada de consciência momentânea e sem julgamento, possui técnicas heterogêneas, apresentando benefícios no manejo de doenças crônicas. Contudo, a sua oferta equitativa, especialmente na atenção primária, é limitada.</p> <p><strong>Objetivos: </strong>Identificar na literatura a eficácia do <em>mindfulness</em> na atenção primária em saúde e entender a sua aplicabilidade nos sistemas de saúde.</p> <p><strong>Métodos: </strong>Foram utilizados artigos indexados nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde pesquisados com os descritores “<em>Mindfulness</em>” e “<em>Primary Health Care</em>”. Artigos que não abordavam a atenção primária e/ou técnicas de <em>Mindfulness</em> foram excluídos. Ao total foram utilizados 4 artigos.</p> <p><strong>Resultados: </strong>Algumas técnicas de <em>mindfulness</em> são a respiração focada, exercícios específicos e o relaxamento muscular. Sua aplicação envolve planejamento e treinamento dos profissionais. Essas técnicas são eficazes no tratamento de dores crônicas, melhora da qualidade de vida, estresse e ansiedade. A utilização de <em>mindfulness</em> pelos profissionais de saúde também eleva a qualidade do atendimento. Quando comparadas as terapias cognitivo comportamentais e as farmacológicas tradicionais, o <em>mindfulness</em> impacta positivamente a saúde física e mental. Apesar dos benefícios, existem barreiras, incluindo a ausência de serviços capacitados para oferecer <em>mindfulness</em> e o preconceito dos profissionais, dificultando a sua implementação nos serviços de saúde. </p> <p><strong>Conclusão: </strong>Apesar do número limitado de estudos, o <em>mindfulness</em> mostra-se eficaz no tratamento da dor, de transtornos mentais e na prevenção dos mesmos, contribuindo para ampliar a saúde dos pacientes e profissionais de saúde. Contudo, a ausência de serviços adequados, a falta de conhecimento e o preconceito são barreiras para a aplicação destas técnicas nos sistemas de saúde.</p>Maria Eduarda ObladenAdrian de Oliveira Castro Íris Maria de Carvalho Leandro Giovanna Catherine Trevisan Ehlke de Ridder SantiPatricia Carla Zanelatto GonçalvesYasmin Fernandes Trindade do Prado
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2024-05-272024-05-2782ee024e02410.55684/2024.82.e024INTOLERÂNCIA HEREDITÁRIA À FRUTOSE: ETIOLOGIA E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, UMA REVISÃO DE LITERATURA
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/417
<p style="font-weight: 400;"><strong>INTRODUÇÃO: </strong>Frutose é um monossacarídeo que compõe a sacarose e é encontrado em fontes vegetais, mel e frutas. Após ser consumida, a frutose tem sua absorção facilitada pelos transportadores de glicose e seu metabolismo ocorre no fígado, intestino delgado e rins, onde enzimas catabolizam esse monossacarídeo. A Intolerância Hereditária à Frutose é decorrente de mutações no gene <em>ALDOB</em>, que codifica a enzima aldolase B, principal atuante no catabolismo da frutose. Sendo assim, a intolerância é resultado da deficiência dessa enzima. <strong>OBJETIVOS: </strong>Revisar fatores etiológicos da Intolerância Hereditária à Frutose, principais sintomas e o tratamento realizado. <strong>METODOLOGIA: </strong>Revisão narrativa de literatura em livros-texto de bioquímica e genética e em bases de dados eletrônicos (PubMed, Orphanet, Google Acadêmico e Scielo) entre julho e setembro de 2023. <strong>RESULTADOS: </strong>A Intolerância Hereditária à Frutose, que tem prevalência estimada de 1/40.000 na Europa, consiste na deficiência da enzima aldolase B, responsável pelo catabolismo da frutose. É causada por mutações genéticas que afetam a codificação dessa enzima, gerando acúmulo da frutose-1-fosfato no fígado, nos rins e no intestino delgado, o que é nocivo para esses órgãos. Os sintomas são náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, flatulência e hipoglicemia. Ocorre também inflamação hepática, sobrecarga renal e dificuldade de reabsorção tubular. Não são observados sintomas em lactentes, visto que o início dos sintomas ocorre, geralmente, na diversificação alimentar, quando há ingestão de alimentos com frutose.<strong> CONCLUSÃO:</strong> Por ser resultado de mutações genéticas, não existe tratamento eficaz como no caso da intolerância à lactose, por exemplo, pois a aldolase B não está disponível em cápsula, como a lactase. Portanto, o tratamento é restrição alimentar de frutose, sacarose, sucralose e sorbitol, sendo necessário suplementação com vitaminas essenciais presentes nos alimentos com esses compostos. Se não tratada, pode resultar em falha renal, acidose metabólica, cirrose hepática, coma e óbito.</p>RAFAEL FORTALEZA DE SOUZARAFAELA PRECOMA ERDMANNNATHÁLIA BORGES FERREIRABIANCA SANDERSON CHIARATTIMARINA CASAGRANDE DO AMARAL CAMARGOJULIA BALDAN ALBANO DE PAULAIRLENA MONICA WISNIEWSKA DE MOURAMARIA JÚLIA KRUPAVITÓRIA ALMEIDA DE ABREU
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2024-05-272024-05-2782ee025e02510.55684/2024.82.e025SINAL DE LESER-TRÈLAT E ADENOCARCINOMA GÁSTRICO: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA
https://bioscience.org.br/bioscience_OLD/index.php/bioscience/article/view/348
<p><strong>Introdução</strong>: O Sinal de Leser-Trélat trata-se de uma erupção cutânea abrupta, tendo como característica o aumento de proporção e quantidade de ceratoses seborreicas em um curto período. Este sinal é um possível indicador paraneoplásico – principalmente quando se refere aos adenocarcinomas. <strong>Objetivos:</strong> Contribuir com o raciocínio clínico, incentivar diagnósticos precoces e melhores prognósticos acerca da correlação entre Sinal de Leser-Trélat e neoplasias do aparelho digestivo. <strong>Métodos:</strong> É exposto o relato de mulher atendida no Hospital Cruz Vermelha de Curitiba-PR, apresentando o Sinal de Leser-Trélat, junto a sintomas colestáticos. Após 10 meses da primeira consulta, obteve diagnóstico de neoplasia de papila duodenal. Além disso, é feita a revisão de artigos publicados nos últimos 10 anos em bases indexadas - PubMed, SciELO e BVS, com o descritor: “Leser Trélat Sign” e manualmente selecionados os artigos que possuíam associação com neoplasias do aparelho digestivo. <strong>Resultados:</strong> Os casos pesquisados corroboram para a congregação entre o Sinal de Leser-Trélat e neoplasias do aparelho digestivo. <strong>Conclusão:</strong> Apesar da escassez sobre o conteúdo em bases indexadas nos últimos 10 anos, a identificação do Sinal de Leser-Trélat pode contribuir para o diagnóstico precoce de malignidade, auxiliando seu tratamento e prognóstico.</p>Giulia TononPedro Henrique Pereira CorradiniKatia Sheylla Mallta Purim
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2024-05-102024-05-1082ee008e00810.55684/2024.82.e008