Mortalidade por infecção meningocócica no Brasil: uma análisetêmporo-espacial
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Introdução: Infecção meningocócica caracteriza a infecção por Neisseriaseria meningitidis, bactérias Gram-negativas, normalmente presentes como comensais na microbiota nasofaríngea normal, porém potencialmente patógenas. A combinação de fatores como as características e virulência específicas da cepa envolvida com a predisposição do hospedeiro podem culminar na doença.
Objetivo: Analisar o perfil espacial e epidemiológico da mortalidade por infecção meningocócica nos municípios do Brasil, no período de 2001 a 2021.
Método: Estudo epidemiológico com enfoque na análise espacial da mortalidade entre 2001 e 2021. Foram utilizados dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo DATASUS, e dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo das taxas brutas e padronizadas de mortalidade. A análise temporal foi realizada utilizando Joinpoint, enquanto as espaciais pelo GeoDa.
Resultados: Registraram-se 9.815 óbitos por infecção meningocócica no Brasil. A análise identificou aglomerados de altas taxas nas regiões Nordeste e Sudeste. Os municípios com maiores taxas foram Sampaio, TO (4,77/100 mil habitantes), Serra da Raiz, PB (4,33/100 mil) e Sambaíba, MA (4,25/100 mil).
Conclusão: O estudo identificou municípios e aglomerados com elevadas taxas e necessidade de estratégias direcionadas de prevenção e controle da doença.
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Referências
- MacNeil JR, Blain AE, Wang X, Cohn AC. Current Epidemiology and Trends in Meningococcal Disease-United States, 1996-2015. Clin Infect Dis. 2018;66(8):1276-81. https://doi.org/10.1093/cid/cix993
- Willerton L, Lucidarme J, Walker A, Lekshmi A, Clark SA, Walsh L, et al. Antibiotic resistance among invasive Neisseria meningitidis isolates in England, Wales and Northern Ireland (2010/11 to 2018/19). PLoS One. 2021;16(11):e0260677. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0260677
- Campsall PA, Laupland KB, Niven DJ. Severe meningococcal infection: a review of epidemiology, diagnosis, and management. Crit Care Clin. 2013;29(3):393-409.
- do Espirito-Santos RR, de Almeida NRC, Campos RALS, Parente F de S, Andrade MCS, Pinheiro ACS de O, et al. Infecção meningocócica em crianças no Brasil: análise do período 2013 a 2017. Brazilian Journal of Health Review. 2021;4(3):9570-8. http://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-193
- Berry I, Rubis AB, Howie RL, Sharma S, Marasini D, Marjuki H, et al. Selection of Antibiotics as Prophylaxis for Close Contacts of Patients with Meningococcal Disease in Areas with Ciprofloxacin Resistance - United States, 2024. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2024;73(5):99-103. https://doi.org/10.15585/mmwr.mm7305a2
- Barroso DE, de Carvalho DM, Nogueira SA, Solari CA. Doença meningocócica: epidemiologia e controle dos casos secundários. Rev Saude Publica. 1998;32(1):89-97. https://doi.org/10.1590/S0034-89101998000100014
- Rausch-Phung EA, Hall WA, Ashong D. Meningococcal Disease (Neisseria meningitidis Infection) StatPearls.; 2026. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK549849/
- Silva LRD, Arruda LES, Barreto IJB, Aragão JVR, Silva MLFID, Lira G, et al. Geography and public health: analysis of the epidemiological dynamics of meningitis in Brazil, between 2010 and 2019. Rev Bras Epidemiol. 2024;27:e240031. https://doi.org/10.1590/1980-549720240031
- Green MS, Schwartz N, Peer V. A meta-analytic evaluation of sex differences in meningococcal disease incidence rates in 10 countries. Epidemiol Infect. 2020;148:e246. https://doi.org/10.1017/s0950268820002356









