Potencial terapêutico dos videogames para crianças com autismo leve: revisão sistemática de resultados sociais, motores e comportamentais
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Resumo
Introdução: A prevalência do tempo de tela entre crianças tem aumentado, levantando questões sobre seus efeitos naquelas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), particularmente crianças com autismo leve ou de alto funcionamento. Os videogames e outras plataformas digitais, muitas vezes vistos como recreativos, podem ter potencial terapêutico, envolvendo as crianças de maneiras que as terapias tradicionais não podem.
Objetivo: Examinar as evidências atuais sobre videogames como ferramentas terapêuticas para crianças com TEA leve, com foco em desfechos como desenvolvimento de habilidades sociais e motoras, redução de comportamentos repetitivos e alívio da ansiedade.
Método: A busca sistemática nas bases de dados Cochrane, PubMed e Embase identificou 7 estudos que atenderam aos critérios de inclusão, com 343 participantes no total.
Resultado: Os resultados indicam que intervenções estruturadas em videogames podem melhorar as habilidades sociais, as habilidades motoras e reduzir comportamentos repetitivos. Apesar da heterogeneidade das intervenções e medições de resultados, a revisão apóia o papel potencial dos videogames como terapia adjuvante para crianças com TEA leve.
Conclusão: Recomenda-se mais pesquisas com protocolos padronizados e amostras maiores para avaliar a eficácia a longo prazo e otimizar a integração nas práticas terapêuticas. Esta revisão contribui para o crescente discurso sobre a terapêutica digital no gerenciamento de TEA, ressaltando a necessidade de estudos mais rigorosos e direcionados.
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